Carlos Paredes respirava através da sua guitarra, o pulsar do seu coração através das suas cordas. A magia instala-se a todos aqueles ao qual, aquele som, que tem uma vida, que tem uma história, arrebata. Por trás disto estava um homem humilde, com aquela ingenuidade de menino, com alma de compositor por detrás das radiografias diárias. Muitos ainda desconhecem a sua obra, pelas razões do costume.
Júlio Pomar, conhecia vagamente a sua obra pela proximidade que advém de outros pintores (e não só) que admiro, nomeadamente, Almada Negreiros. Tive a oportunidade de conhecer um pouco a sua pessoa através de uma entrevista radiofónica dada a Carlos Vaz Marques, na TSF (podcast "Pessoal e Transmissível") . Pessoa de grande vivência, grande riqueza interior mas também aquela honestidade de quem já não tem pachorra para grandes rodeios.
Destaque para a sua crítica ao pessimismo geneticamente português e por ter relembrado do alto dos seus 81 anos que na vida não há fórmula mágica para "coisíssima nenhuma".
Tem uma característica que me é comum, já que não gosta de se sentir aprisionado, ou melhor, obrigado a nada. Como ele diz: "Sempre que TENHO que, por uma razão ou outra, fazer alguma coisa, é fatal, inevitável que me apeteça outra".
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1 comentário:
ehehe, tb voltasti, entao e março, nada a dizer sobre ele, é que ja estamos em abril..
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