quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Portugal

Há dias, uma pessoa já na casa dos sessenta anos, bastante experiente e viajada, dizia-me que no estrangeiro a pessoa que mais dificulta ou, menos ajuda, o português, é o próprio... português. Isto fez-me pensar no valor que nós damos à nossa nacionalidade. Cheguei à conclusão que damos muito pouco valor e é também por isso que somos conhecidos pelos nossos "brandos costumes". Por muito que me custe dizer isso, os fascistas ao menos ainda exaltavam o valor da nossa história, da nossa cultura ou até do nosso hino. Parece-me muito estranho que num país com quase 900 anos de história exista tanto complexo pela nossa pátria. Em qualquer plano, seja político, social, económico ou até desportivo fazemo-nos pequenos com os outros e fazemos peito e desdenhamos dos nossos. É triste porque somos um povo inteligente, empreendedor e solidário - basta ver os inúmeros emigrantes com carreiras de sucesso - mas continuamos a utilizar pincéis fora de casa e picaretas dentro dela.

P.S.: Esta pessoa com quem falei é um empresário que comercializa produtos tradicionais em diversos materiais feitos à mão. Tentou vendê-los em Portugal mas nunca teve muito sucesso por isso dedicou-se à exportação. Ainda assim, os seus produtos podem ser vistos por todo o nosso país. Isto acontece porque uma empresa inglesa tem a exclusividade dos seus produtos e vende-os novamente para Portugal ao triplo do preço. Mas como vem de fora, o comerciante português já compra e nem regateia. Estúpido mas real.

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