domingo, setembro 14, 2008
sexta-feira, agosto 29, 2008
Guerra Fria Gate
Eis que a política volta a dar mais uma prova de como a sociedade funciona como um todo e espelha o que de mau consome os nossos tempos. Por egoísmo, orgulho, ambição e claro poder, sempre mascarado pela habitual hipocrisia de fato e gravata, voltamos a viver uma paz titubeante no mundo moderno. De momento esquecemos a guerra ao terrorismo, Guantanamo e demais, para nos concentrarmos no petróleo, gás e também nas autonomias dos Estados.
A Rússia, defensora da não interferência no seu território (Tchétchénia), muda de estratégia quando o mesmo se passa noutro estado independente. O Ocidente, repele tais iniciativas, ainda que com uma espinha chamada Kosovo encravada. O resultado disto tudo vai ser zero, já que quem manda vai chegar a acordo e sair a ganhar para infelicidade dos outros.
É assim a nossa pretensa democracia e liberdade, não fossem estes os representantes da vontade do povo. Ou se calhar não.
A Rússia, defensora da não interferência no seu território (Tchétchénia), muda de estratégia quando o mesmo se passa noutro estado independente. O Ocidente, repele tais iniciativas, ainda que com uma espinha chamada Kosovo encravada. O resultado disto tudo vai ser zero, já que quem manda vai chegar a acordo e sair a ganhar para infelicidade dos outros.
É assim a nossa pretensa democracia e liberdade, não fossem estes os representantes da vontade do povo. Ou se calhar não.
segunda-feira, julho 14, 2008
Qualificações
Hoje em dia fala-se muito na importância das qualificações em Portugal. Eu pergunto, e ninguém se preocupa com a crescente desqualificação? Recordo que, entregar postos de trabalho sem qualificação a trabalhadores qualificados (especialmente a classe média jovem), de forma continuada promove a desqualificação, a comodidade e a frustração. E se actualmente ainda não se reflecte na sociedade portuguesa, começam a surgir indícios que, caso não se tomem medidas, poderão levar a uma revolta que dará origem a fracturas sociais de consequências incontroláveis. Tenho dito.
quinta-feira, junho 05, 2008
terça-feira, maio 27, 2008
Caminho
Quanto muito, tudo se inicia quando percebemos que chegamos ao fim, é assim que devemos compreender e aceitar. O valor do silêncio torna-se mais precioso, sustenta o equilibrio, a sua intervenção é reconciliadora e traz lucidez.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Carlos Paredes e Júlio Pomar
Carlos Paredes respirava através da sua guitarra, o pulsar do seu coração através das suas cordas. A magia instala-se a todos aqueles ao qual, aquele som, que tem uma vida, que tem uma história, arrebata. Por trás disto estava um homem humilde, com aquela ingenuidade de menino, com alma de compositor por detrás das radiografias diárias. Muitos ainda desconhecem a sua obra, pelas razões do costume.
Júlio Pomar, conhecia vagamente a sua obra pela proximidade que advém de outros pintores (e não só) que admiro, nomeadamente, Almada Negreiros. Tive a oportunidade de conhecer um pouco a sua pessoa através de uma entrevista radiofónica dada a Carlos Vaz Marques, na TSF (podcast "Pessoal e Transmissível") . Pessoa de grande vivência, grande riqueza interior mas também aquela honestidade de quem já não tem pachorra para grandes rodeios.
Destaque para a sua crítica ao pessimismo geneticamente português e por ter relembrado do alto dos seus 81 anos que na vida não há fórmula mágica para "coisíssima nenhuma".
Tem uma característica que me é comum, já que não gosta de se sentir aprisionado, ou melhor, obrigado a nada. Como ele diz: "Sempre que TENHO que, por uma razão ou outra, fazer alguma coisa, é fatal, inevitável que me apeteça outra".
Júlio Pomar, conhecia vagamente a sua obra pela proximidade que advém de outros pintores (e não só) que admiro, nomeadamente, Almada Negreiros. Tive a oportunidade de conhecer um pouco a sua pessoa através de uma entrevista radiofónica dada a Carlos Vaz Marques, na TSF (podcast "Pessoal e Transmissível") . Pessoa de grande vivência, grande riqueza interior mas também aquela honestidade de quem já não tem pachorra para grandes rodeios.
Destaque para a sua crítica ao pessimismo geneticamente português e por ter relembrado do alto dos seus 81 anos que na vida não há fórmula mágica para "coisíssima nenhuma".
Tem uma característica que me é comum, já que não gosta de se sentir aprisionado, ou melhor, obrigado a nada. Como ele diz: "Sempre que TENHO que, por uma razão ou outra, fazer alguma coisa, é fatal, inevitável que me apeteça outra".
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
A Dor
A nossa vida seria impossível sem a existência da Dor, seja ela física ou espiritual. A falta de Dor é uma barreira à criação do ser humano. Um escritor português, com a doença bipolar, disse numa entrevista que é nos momentos de crise emocional que escreve. Enúmeros exemplos destes são conhecidos. É nos momentos difíceis da nossa vida que crescemos interiormente e desenvolvemos as nossas capacidades. "Sangue, suor e lágrimas". E é quando a Dor se torna insuportável, que perdemos o medo, perdemos a vergonha, arriscamos, achamos que não há mais nada a perder e então descobrimos o caminho e acima de tudo reaparece a motivação e tudo ganha sentido. É nos momentos em que fugimos ou alienamo-nos da Dor que a vida fica mais pálida, os sonhos mais longe, a rotina comodamente mais certa. É destes momentos que nos devemos precaver. É o risco que corremos quando nos queremos integrar, pertencer ao grupo e agradar os outros, especialmente os que nos são mais próximos.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Portugal
Há dias, uma pessoa já na casa dos sessenta anos, bastante experiente e viajada, dizia-me que no estrangeiro a pessoa que mais dificulta ou, menos ajuda, o português, é o próprio... português. Isto fez-me pensar no valor que nós damos à nossa nacionalidade. Cheguei à conclusão que damos muito pouco valor e é também por isso que somos conhecidos pelos nossos "brandos costumes". Por muito que me custe dizer isso, os fascistas ao menos ainda exaltavam o valor da nossa história, da nossa cultura ou até do nosso hino. Parece-me muito estranho que num país com quase 900 anos de história exista tanto complexo pela nossa pátria. Em qualquer plano, seja político, social, económico ou até desportivo fazemo-nos pequenos com os outros e fazemos peito e desdenhamos dos nossos. É triste porque somos um povo inteligente, empreendedor e solidário - basta ver os inúmeros emigrantes com carreiras de sucesso - mas continuamos a utilizar pincéis fora de casa e picaretas dentro dela.
P.S.: Esta pessoa com quem falei é um empresário que comercializa produtos tradicionais em diversos materiais feitos à mão. Tentou vendê-los em Portugal mas nunca teve muito sucesso por isso dedicou-se à exportação. Ainda assim, os seus produtos podem ser vistos por todo o nosso país. Isto acontece porque uma empresa inglesa tem a exclusividade dos seus produtos e vende-os novamente para Portugal ao triplo do preço. Mas como vem de fora, o comerciante português já compra e nem regateia. Estúpido mas real.
P.S.: Esta pessoa com quem falei é um empresário que comercializa produtos tradicionais em diversos materiais feitos à mão. Tentou vendê-los em Portugal mas nunca teve muito sucesso por isso dedicou-se à exportação. Ainda assim, os seus produtos podem ser vistos por todo o nosso país. Isto acontece porque uma empresa inglesa tem a exclusividade dos seus produtos e vende-os novamente para Portugal ao triplo do preço. Mas como vem de fora, o comerciante português já compra e nem regateia. Estúpido mas real.
terça-feira, janeiro 22, 2008
Foto da Semana
Garrafeira Couceiro
Como se pode verificar, está encerrada. Ao que se sabe esta Garrafeira já teve dias melhores.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Eu por cá
Tem sido um Inverno muito chato. O frio nós esperamos, a chuva e a trovoada também, mas este tempo tão cinzento que não descolora, fatiga. As coisas boas são cada vez mais inesperadas. Anime-se o dia e a noite, gravatas na gaveta e erecto para acabar com esta humidade.
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